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Quando a oposição escolhe paralisar

Nos corredores da Assembleia legislativa, um rumor ganhou força. Não era sobre um grande projeto, nem sobre uma proposta inovadora. Era sobre uma estratégia: esvaziar a sessão para impedir que projetos chegassem à votação.

Segundo esses rumores, dois deputados liberais, estariam articulando, por meio de aliados políticos, a ausência de parlamentares na sessão extraordinária. O objetivo não seria derrotar os projetos no voto, mas evitar que o voto acontecesse.

É uma estratégia curiosa.

Quando a oposição acredita que um projeto é ruim, espera-se que suba à tribuna, apresente argumentos, convença seus pares e vote contra. Isso fortalece a democracia.

Mas existe uma diferença entre derrotar uma proposta e impedir que ela seja apreciada.

No fim, os projetos tratavam da liberação de recursos para estradas, pontes, hospitais, agricultura, cultura e infraestrutura. Se aprovados ou rejeitados, caberia ao plenário decidir. Mas, se sequer fossem votados, o prejuízo recairia sobre quem espera pelas obras e pelos investimentos.

A população pouco se interessa pelas manobras de bastidor. Ela quer saber por que a ponte não saiu do papel, por que a estrada continua esburacada e por que o recurso prometido ainda não chegou ao município.

No fim, a política revela seus protagonistas não apenas pelo que fazem, mas também pelo que impedem que aconteça.

Em Rondônia, como em qualquer democracia, o eleitor entende a diferença entre fazer oposição e apostar na paralisia. A primeira fortalece as instituições. A segunda apenas prolonga os problemas que todos dizem querer resolver.

Quando a oposição escolhe paralisar

Quando a oposição escolhe paralisar

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