#Eleição #Porto Velho

Junior Gonçalves nega que declarou apoio a Mariana, e Fernando Máximo permanece indeciso sobre deixar o UB

Uma postagem do União Brasil movimentou em Porto Velho a reta final do prazo para filiações partidárias de quem pretende disputar as eleições deste ano. O presidente estadual do partido, o chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, assina o comunicado dizendo que a legenda ainda não se posicionou a respeito de candidatura à prefeitura.

Ele ainda cita que sites estão noticiando o que, neste momento, não existe posição. “Ainda estamos tratando sobre (sic) o assunto e no momento oportuno anunciaremos a decisão”, prossegue a nota.

De acordo com o que circula nos bastidores políticos, teria sido uma jogada de Júnior Gonçalves para forçar Mariana Carvalho a se filiar ao União Brasil. O presidente estadual não deverá conseguir seu intento, devido à desconfiança que começou a pairar desde que ele perdeu a ficha de filiação do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, que depois daquele episódio decidiu permanecer no PSDB.

Nesta sexta-feira (5) deverá ser travada uma queda de braço, pois Mariana Carvalho está no Republicanos, onde ela tem a certeza de que sua pré-candidatura à prefeitura estará mantida. Se ela mudar de partido, deverá ir para uma legenda onde tenha certeza de que não perderão a ficha de filiação dela.

Máximo

Enquanto isso Fernando Máximo se mantém indeciso sobre deixar o União Brasil e se filiar ao PL, onde lhe teria sido assegurada a pré-candidatura à prefeitura da capital. Anteriormente os liberais estavam fechados com a pré-candidatura de Mariana Carvalho, mas o governador Marcos Rocha (UB) não teria aceitado a aliança com presidente estadual do PL, senador Marcos Rogério.

Há uma explicação para a atitude do governador. Ele e Marcos Rogério se enfrentaram nas últimas eleições estaduais, e deverão se enfrentar novamente em 2026. Marcos Rocha já anunciou em pretende concorrer ao Senado, e o senador deverá tentar a reeleição.

No meio disso está Fernando Máximo. O mandato lhe custou caro, e se deixar o União Brasil, o partido pedirá sua cadeira na Câmara Federal. Acontece que juristas já se pronunciaram sobre o assunto, explicando que um processo para o UB recuperar o mandato se arrastaria até o final deste ano.

Resta saber se Fernando Máximo aceitará perder o mandato para entrar em uma disputa eleitoral onde o resultado é sempre incerto. Ele trocará algo que já conquistou por um objetivo que pode não ser atingido.

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