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Decisão judicial inocenta empresário da região da Grande Ariquemes

O empresário Valdeli João de Souza foi inocentado, com a condenação dos autores execução de nove trabalhadores, no episódio que ficou conhecido como “Chacina de Taquaruçu do Norte”. Ele é um conhecido empresário da região da Grande Ariquemes, proprietário da Madeiras G.A., em Colniza (MT), e da Madeireira Cedroarana, localizada em Machadinho d’Oeste.

Valdeli João de Souza, conhecido como Polaco Marceneiro, chegou a ter a prisão preventiva decretada, ficando foragido, com a defesa trabalhando para que ele pudesse responder ao processo em liberdade. O SJT, em 2018, negou o pedido de habeas corpus, devido à acusação de ter sido o mandante da chacina.

Posteriormente, com o andamento das investigações, o caso tomou novo rumo, sendo verificado que Valdeli não estava envolvido. Agora, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso julgou o recurso de apelação impetrado por um dos executores do caso e confirmou a sentença definitiva de 200 anos de reclusão contra o condenado. Valdeli sempre dizia que nada tinha a ver com a chacina.

Ronaldo Dalmoneck já havia sido condenado pelo tribunal do júri, em maio de 2023, por homicídio qualificado por meio cruel, motivo torpe e impossibilidade de defesa das vítimas, além do delito de integrar grupo de extermínio, todos calculados por nove vezes, e em concurso material dos crimes. Ele recorreu da decisão, porém a sentença de 200 anos foi confirmada em trânsito julgado, ou seja, tornando-se definitiva, não podendo mais ser objeto de recurso.  No site da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso é citado que o condenado foi o primeiro réu do caso levado a júri popular, que acolheu a tese do Ministério Público Estadual baseada na investigação da Polícia Civil. 

Ainda de acordo com o material do site da Polícia Judiciária Civil, oito investigados envolvidos na chacina foram denunciados à Justiça. De acordo com o MP-MT, na primeira denúncia, cinco pessoas foram acusadas, contudo, o processo foi desmembrado. Em julho de 2021, mais três pessoas foram denunciadas, sendo dois mandantes e mais um executor.

Denunciados

Um dos casos de homicídios de maior repercussão nos últimos anos em Mato Grosso, a chacina que culminou com a morte dos nove trabalhadores, ocorrida em abril de 2017, requereu da Polícia Civil do Estado um aparato investigativo que reuniu diligências em cidades de três estados, análise de inteligência de centenas de informações e oitivas de investigados, testemunhas, familiares de vítimas e sobreviventes.

Em julho de 2021, o Ministério Público Estadual denunciou mais três pessoas por homicídio qualificado e por integrarem um grupo de extermínio. A denúncia do MPE é resultado de uma nova linha de investigação seguida pela Polícia Civil, a partir de informações recebidas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, que apontou outros motivos para a execução do crime e a participação de mais pessoas, sendo um mandante e dois executores. 

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