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Força das águas do rio Jamari pode levar a cabeceira da ponte em Alto Paraíso

Em Ariquemes, município próximo a Alto Paraíso, pessoas que verificaram a situação das rachaduras na ponte sobre o rio Jamari afirmam que aparentemente o diretor-geral do DER, coronel Eder Fernandes, aparentemente não sabe o que está fazendo.

Em um dos vídeos gravados por moradores de Ariquemes, uma equipe do DER coloca pó de brita nas rachaduras no asfalto e em seguida despejam algo parecido com piche. Em outro vídeo aparecem as rachaduras e a água do rio Jamari logo abaixo do aterro.

O vídeo mostra a rachadura, e mais abaixo a água do rio Jamari, embaixo da cabeceira da ponte

Pesquisadores da Unir já alertaram que a infiltração de água não está acontecendo por causa da chuva que molha o asfalto, e sim devido às águas do Jamari. A cabeceira da ponte foi colocada praticamente em cima do rio, na parte onde ele faz uma leve curva. A correnteza atinge o aterro e a água se infiltra por baixo.

A imagem mostra que o aterro avançou para dentro do rio, comprometendo a cabeceira da ponte

O diretor-geral do DER se apressou em gravar um vídeo dizendo que a situação estava sob controle, antes mesmo da realização de um estudo técnico. Ele não se atentou para a força do rio, que há cinco anos derrubou a ponte antiga

A ponte antiga foi levada pelas águas há cinco anos. Nela se verifica que também houve problema na cabeceira, devivo à força do rio

Na ponte antiga também houve problemas na cabeceira, justamente devido à força da correnteza. Aparentemente o histórico do rio não foi observado pela equipe do DER.

Pesquisadores da Unir utilizaram imagens pertencentes à Rede Globo de Televisão, feitas pela TV Rondônia, que compõe a Rede Amazônica de Televisão. Uma das imagens mostra claramente que o DER avançou com a cabeceira da ponte para cima do rio, enquanto deveria ter recuado, para evitar a força da água.

As fotos mostram a cabeceira muito próxima ao rio, e também o material usado no aterro

Teria sido um erro de projeto, pois a ponte ficou curta. A estrutura da ponte, feita pela empresa que venceu a licitação, não apresenta problemas. O erro foi do DER. A ponte nova ficou posicionada em transversal, em uma curva menos acentuada do Jamari. Aparentemente reduziram o tamanho da ponte, enquanto deveriam ter aumentado o vão. Também aumentaram o tamanho das cabeceiras, criando um represamento de água, enquanto deveriam ter construído uma vazante.

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